A partir deste mês, o "G News" traz uma nova coluna para exaltar um projeto fantástico desenvolvido nas ruas do Recife: O Circuito da Poesia. A iniciativa foi promovida pela prefeitura da cidade em parceria com o artista plástico Demétrio Albuquerque. O trabalho teve início em 2005, com a instalação de 12 esculturas em tamanho real de personalidades da poesia que nasceram ou construíram suas trajetórias no estado.

E aí entra a coluna "Poetas de Pedra". Todos os meses vamos destacar um dos poetas retratados no projeto do Recife, contando sua história, mostrando suas obras e, claro, enaltecendo as esculturas (Afinal, a gente nunca sabe quanto tempo elas durarão intactas, né?), registrando-as para a posteridade aqui. Para começar, o destaque dessa primeira edição é o escritor João Cabral de Melo Neto, que em 2020 comemoraria 100 anos de vida.
Recifense nascido em 6 de janeiro de 1920, João Cabral passou os primeiros anos de vida vivendo entre as cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Aos 10 anos, voltou ao Recife em definitivo. Foi na cidade que começou o interesse pela poesia. Já adulto, o poeta se mudou para o Rio de Janeiro. Paralelamente aos concursos que prestava, Melo Neto escrevia poemas. Seu primeiro livro foi lançado em 1942 com o título de "Pedra do Sono".
Em meados dos anos 1940, João Cabral foi aprovado no concurso do Itamarati e seguiu a carreira de diplomata, morando em vários países como embaixador até se firmar como cônsul-geral na cidade do Porto, em Portugal, em 1984. No fim dessa década, o pernambucano voltou a morar no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1990, ele se aposentou.
Paralelamente a carreira de diplomata, o poeta lançou vários livros e colecionou prêmios, incluindo os mais importantes da época, como José de Anchieta, Olavo Bilac e o famoso Jabuti. O sucesso literário acabou por transformar João Cabral em "Imortal" da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele tomou posse da cadeira 37 em 6 de maio de 1969.
No apanhado geral, todos os textos do escritor são elogiados pela forma simétrica com a qual João Cabral os produzia. Mas em se tratando do poema mais conhecido, é impossível não falar de "Morte e Vida Severina", de 1955. Com o subtítulo de "Auto de Natal Pernambucano", a obra conta a trajetória de um retirante que viaja do sertão à capital pernambucana. A popularidade se credita às muitas adaptações para o teatro, cinema e televisão.
Sofrendo com problemas de saúde, principalmente na visão, a partir do início da década de 1990, João Cabral de Melo Neto não resistiu a um ataque cardíaco e faleceu aos 79 anos, no Rio de Janeiro. Ele foi casado por duas vezes e teve cinco filhos. A estátua do poeta está situada na Rua da Aurora, próximo a Ponte Santa Isabel.
Fotos: George Luiz / G News Blog

Em meados dos anos 1940, João Cabral foi aprovado no concurso do Itamarati e seguiu a carreira de diplomata, morando em vários países como embaixador até se firmar como cônsul-geral na cidade do Porto, em Portugal, em 1984. No fim dessa década, o pernambucano voltou a morar no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1990, ele se aposentou.

No apanhado geral, todos os textos do escritor são elogiados pela forma simétrica com a qual João Cabral os produzia. Mas em se tratando do poema mais conhecido, é impossível não falar de "Morte e Vida Severina", de 1955. Com o subtítulo de "Auto de Natal Pernambucano", a obra conta a trajetória de um retirante que viaja do sertão à capital pernambucana. A popularidade se credita às muitas adaptações para o teatro, cinema e televisão.

Fotos: George Luiz / G News Blog
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