
Como todo mundo sabe, as cédulas de dinheiro que circulam por todo o Brasil são fabricadas pela Casa da Moeda, instituição que fica no Rio de Janeiro, sob coordenação do Banco Central do Brasil, que também é responsável pela distribuição. O "G News" separou algumas imagens para ilustrar a matéria (P.S. As fotos não são extraídas da internet. São digitalizações de cédulas reais).
As imagens abaixo são de cédulas de "Cruzado", que circularam entre os anos de 1986 e 1989. No destaque estão Oswaldo Cruz, Juscelino Kubitschek, Heitor Villa Lobos, Machado de Assis e Cândido Portinari. Em algumas notas, o homenageado apareceu na frente e no verso da cédula, fazendo alusão ao seu campo de atuação:
Oswaldo Cruz foi um médico brasileiro que atuou nas áreas de bacteriologia e epidemiologia, fundando, inclusive, uma instituto batizado com seu nome. Também foi membro da Academia Brasileira de Letras. Morreu no Rio de Janeiro, em 1917. Ele foi o destaque das notas de 50 cruzados.
O ex-presidente Juscelino Kubitschek também ganhou "menção honrosa" na cédula de 100 cruzados. Mineiro, ele começou a carreira como médico, se dedicando posteriormente a política. Exerceu cargos eletivos no seu estado antes de chegar a presidência da República. Seu governo ficou marcado pela fundação de Brasília, para onde transferiu da sede do Governo Federal, que antes ficava no Rio de Janeiro.
Heitor Villa Lobos ilustrou a nota de 500 cruzados. Maestro e compositor brasileiro, Villa Lobos é um dos maiores expoentes da música clássica brasileira e latino-americana. Além de maestro, ele também era multi-instrumentista, compondo mais de mil obras. Villa Lobos morreu em 1959, no Rio de Janeiro.
Criador do "Realismo Brasileiro" na literatura, Machado de Assis foi impresso nas cédulas de 1 mil cruzados. Carioca e nascido em junho de 1839, Machado também foi jornalista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. É considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira em todos os tempos. Entre suas obras, está o clássico "Memórias Póstumas de Brás Cubas". O escritor morreu em setembro de 1908.
As notas de 5 mil cruzados ganharam a imagem do artista plástico brasileiro Cândido Portinari. Admirador da arte de Pablo Picasso, o paulista também se dedicou a arte da ilustração. Sua fama no Brasil o levou a produzir quadros em várias partes do mundo, inclusive para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Portinari morreu em 1962.

E olha ela aí, a icônica figura que ilustra as cédulas de Real já passeava pelas nossas mãos desde o início dos anos 1990. Ela foi utilizada nas notas de cruzados novos e reutilizadas no plano econômico criado na sequência: O cruzeiro. Com esse nome, o dinheiro brasileiro circulou de 1990 a 1993.
As imagens abaixo são de cédulas de "Cruzado", que circularam entre os anos de 1986 e 1989. No destaque estão Oswaldo Cruz, Juscelino Kubitschek, Heitor Villa Lobos, Machado de Assis e Cândido Portinari. Em algumas notas, o homenageado apareceu na frente e no verso da cédula, fazendo alusão ao seu campo de atuação:
Oswaldo Cruz foi um médico brasileiro que atuou nas áreas de bacteriologia e epidemiologia, fundando, inclusive, uma instituto batizado com seu nome. Também foi membro da Academia Brasileira de Letras. Morreu no Rio de Janeiro, em 1917. Ele foi o destaque das notas de 50 cruzados.
Criador do "Realismo Brasileiro" na literatura, Machado de Assis foi impresso nas cédulas de 1 mil cruzados. Carioca e nascido em junho de 1839, Machado também foi jornalista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. É considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira em todos os tempos. Entre suas obras, está o clássico "Memórias Póstumas de Brás Cubas". O escritor morreu em setembro de 1908.
Um detalhe a ser comentado: Algumas imagens foram reutilizadas no plano econômico que viria na sequência: O Cruzado Novo. Desta nova fase econômica do país, destacaremos três figuras e uma que é bem familiar para as novas gerações. O Cruzado Novo circulou pelos bolsos brasileiros entre 1989 e 1990:
O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade figurou nas notas de cinquenta cruzados novos. Ele foi um dos maiores nomes do "Modernismo" brasileiro e também exerceu a função de cronista. Carlos Drummond morreu no Rio de Janeiro em 1987.

As notas de 500 cruzados novos receberam a imagem do Patrono da Ecologia no Brasil, Augusto Ruschi. Ele nasceu no Espírito Santo e foi um dos maiores naturalistas do país, tendo se dedicado às plantas e aos pássaros, ganhando inclusive o título de "Homem dos Beija-Flores". Lançou livros sobre os temas, chegando a ganhar o Prêmio Jabuti. Ele morreu em 1986.
E olha ela aí, a icônica figura que ilustra as cédulas de Real já passeava pelas nossas mãos desde o início dos anos 1990. Ela foi utilizada nas notas de cruzados novos e reutilizadas no plano econômico criado na sequência: O cruzeiro. Com esse nome, o dinheiro brasileiro circulou de 1990 a 1993.
Cecília Meireles foi uma professora que também transitou pela poesia, jornalismo e artes plásticas. Foi um dos maiores nomes femininos da literatura brasileira. Lançou seu primeiro livro de poemas aos 18 anos, chamado "Espectros". Foram dezenas de obras produzidas entre 1919 e 1964, ano de sua morte.
As notas de 1 mil cruzeiros receberam a imagem do Marechal Cândido Rondon. Sertanista e militar, ele foi o idealizador do Serviço de Proteção ao Índio. O trabalho junto ao povo indígena foi reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que lhe concedeu o título de "civilizador dos sertões". O nome do estado de Rondônia foi uma homenagem ao marechal.
Antônio Carlos Gomes foi retratado nas cédulas de 5 mil cruzeiros. Ele é considerado o maior compositor de ópera do Brasil, tendo entre seus clássicos "O Guarani", inspirado no romance escrito por José de Alencar. A ópera fez muito sucesso no país e fora dele. Carlos Gomes também recebeu o título de "Maior Compositor Lírico das Américas". Ele morreu em Belém, no Pará, em 16 de setembro de 1896.
O mineiro Vital Brazil Mineiro da Campanha foi um médico, cientista e pesquisador biomédico do país. Ele foi o homenageado nas notas de 10 mil cruzeiros. Viveu em 1865 e 1950, sempre se dedicando a saúde pública. Liderou frentes de pesquisas para combate de epidemias que atingiam o Brasil entre o final do século XIX e início do XX. Após receber a patente do soro antiofídico, Vital a doou para o governo brasileiro. Foi idealizador dos Institutos Vital Brazil e Butantan, que se tornaram referência no investimento em pesquisas e produção de medicamentos.
O cruzeiro ainda ganhou uma nova denominação: Cruzeiro Real, que vigorou entre os anos de 1993 e 1994. Nessa época, alguns nomes ilustres chegaram a ser impressos nas notas, como Mário de Andrade e Anísio Teixeira. Também houve homenagens aos gaúchos e ao baianos, representados por figuras simbólicas. Desde 1 de julho de 1994, a moeda corrente do Brasil é o Real e a imagem da Efígie da República está presente nas células de todos os valores.
Fotos: Reprodução / Banco Central do Brasil
Comentários
Postar um comentário