Quando eu era criança e frequentava assiduamente a igreja católica, ouvia o
padre dizer que a simplicidade era uma virtude, além daquelas parábolas como “É
mais fácil um elefante passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no
reino do céu”, entre tantas. Contudo, até o Papa Francisco, a igreja católica
estava meio contraditória em relação ao que pregava e ao que demonstrava na
prática.
Na imagem abaixo, verifica-se a
luxuosidade dos adereços que compunham qualquer evento ou indumentária do Papa
Bento 16 (Pra ser mais atual) e outros pontífices do passado. Agora verifiquemos
como um padrão completamente contrário vem sendo adotado por Francisco. A prova
viva de que pessoas se diferem e que cada cabeça é um
mundo.
Desde o primeiro dia em solo
brasileiro, vimos o Papa quebrando protocolo em cima de protocolo, deixando sua
segurança de cabelos em pé e passando por cima de costumes que sua própria
igreja demonstrava aos seus fiéis. Sem dúvida, Jorge Mário Bergoglio é um dos
mais carismáticos líderes que a igreja católica já teve. O que neste momento é
necessário, uma vez que pode reatrair o rebanho perdido nos últimos anos, para
outras religiões.
Até 2010, segundo dados do censo, o
Brasil tinha mais de 90% da sua população formada por católicos. Os últimos
resultados apontam que este percentual caiu para 64% de seguidores da doutrina
liderada por Francisco. Não é difícil imaginar que muitos voltem, graças à
intercessão do novo Papa, considerando que houve registros de pessoas de outras
denominações que foram às ruas saldar o pontífice.
A Jornada Mundial da Juventude foi
à confirmação para o mundo (E principalmente para o Brasil – líder em número de
católicos) de que a igreja vive novos tempos e nova cara. A sisudez do
antecessor foi trocada pelo sorriso fácil do atual, o caminhar no meio do povo,
distribuindo beijos e bênçãos às crianças viraram uma constante desde o primeiro
momento de Francisco no Brasil (Não que Bento 16 não quisesse fazer isso com
frequência, talvez não pudesse, mesmo assim não tentou).
Houve protestos, mas como culpar o
Papa Francisco pelas diretrizes de uma doutrina milenar, criada por Deus, Jesus
ou alguém muito próximo deles? O pontífice é apenas um portador desta palavra
neste momento, que continuará sendo pregada pelo argentino, por um italiano, por
um grego, por um brasileiro, enfim, não vai mudar. Temos que louvar seu
comportamento, a forma simpática como tratou nosso povo e temos visto ele tratar
os demais, sem se esconder por trás da armadura do Chefe de Estado do
Vaticano.
Definitivamente, a igreja católica está pondo em prática o que sempre pregou e
que em algum momento da sua história ficou desvirtuada: a SIMPLICIDADE. Papado
longo ao Francisco, que ele atraia de volta os filhos pródigos e faça uma
religião mais simples, alegre, ativa e respeitosa para todos. E vamos aguardar
até 2017, ele disse que volta, mandou até colocar mais “Água no Feijão”. Que a
paz que ele prega esteja mais fortificada no nosso país até sua volta.
Amém!
Fotos: Escultura (George Luiz / G News Blog); Papas (Extraída do Google Imagens).

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