...E RECIFE REVERENCIOU O REI...

   Há dois anos isto não acontecia! Um Chevrolet Hall lotado para prestigiar o Rei Roberto Carlos. Foram três noites, literalmente, de muitas emoções. As imagens que você confere a seguir são da apresentação extra, realizada no domingo (9).
   Com meia hora de atraso (O show estava marcado pra começar às 20h), o Maestro Eduardo Lages inicia o concerto com um pot-pourri dos grandes sucessos dos mais de 50 anos de carreira de Roberto. Ao final da introdução, acompanhado em coro pela multidão, eis que surge ele, para delírio geral de uma plateia que transcende as meia e terceira idades, pois o número de jovens impressiona, Roberto Carlos.
 


   Como não podia deixar de ser, ele entoa “Emoções” e na sequencia, “Te amo, te amo, te amo”. Não demora muito e vem à primeira pausa, o retorno está ruim e precisa ser consertado. Roberto avisa: “Vai demorar uns 5, 10, até 20 minutos”, e se retira do palco. Curiosamente, ninguém reclama. Menos tempo que a primeira pausa depois, Roberto volta ao palco, agora de vez.
 


   Resolvidos os problemas, Roberto volta ao palco e os sucessos vêm em sequência. “Detalhes”, “Cama e Mesa”, “Desabafo” e tantas outras. Há espaço pra conversa e descontração quando ele conta história da música “O Portão”, contudo, a comoção vem com o atual sucesso do Rei, “Esse Cara Sou Eu”, entoada por todo o recinto, com direito a gritos histéricos toda vez que o ídolo cantava o refrão. Ele brinca: “O cara que eu tento ser”, arrancando risos da plateia extasiada.
 



Com um público bem mais popular que o das noites anteriores devido o valor mais em conta do ingresso, em função das cadeiras individuais, a agitação foi geral nos dois números finais: Um pot-pourri da Jovem Guarda e, por fim, Jesus Cristo, quando todos se levantam e se aproximam do palco. É chegada a hora do ápice.




   Os assistentes ajudam Roberto, uma por uma, as rosas são entregues em mãos, algumas são jogadas, mas todas são imensamente disputadas. Ali tem espaço para todos: Mulheres, homens, jovens, não há discriminação e nem limite de idade, todos são súditos ardorosos.
 




Roberto entrega algumas rosas, leva um punhado delas consigo e se despede do público recifense, eufórico e apaixonado, sedento por um próximo encontro.


Fotos: George Luiz / G News Blog
           Ericka Moreira

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