Um dos locais curiosos que podemos destacar como referência para o São João fica a 135 km do Recife. Diferentemente da infraestrutura da capital das festas juninas de Pernambuco, o que se vê (e se sente) da pequena localidade é um espaço dedicado a cultura, história e música nordestina. Estamos falando do bairro Alto do Moura, localizado em Caruaru.
Ônibus de turismo chegam a todo momento no período junino De cara, o portal anuncia a entrada da cidade: O maior Centro de Artes Figurativas das Américas. Pessoas de várias cidades, de outros estados e até de outros países se encantam com a receptividade de uma "mini cidade" em pleno agreste pernambucano. É um dia de sol causticante, o som anima os corpos e a história da cultura pernambucana recebe os visitantes.
Com o passar das horas, as ruas se enchem de pessoas de vários lugares Mais adiante, os restaurantes e barracas servem o melhor da culinária do estado. Todos os pratos estão em seus cardápios: Buchada de bode, carne de sol, entre tantas gostosuras. A cerveja é a mais comercializada e ajuda a refrescar o corpo, castigado pelo sol forte.
Os comerciantes locais veem o movimento aumentar em junho As barraquinhas vendem artesanato, os famosos bonecos de barro são o destaque, mas também tem a arte de rua. Quem não deseja ver seu nome gravado junto ao escudo do time do coração? Ou quem sabe tirar uma foto junto a dois cangaceiros, com a chance de se transformar num deles? Os atrativos são variados.
O turista pode tirar foto ao lado de cangaceiros ou parecendo um O polo musical fica lotado, grupos de forró se revezam e fazem a festa durante todo o dia. Os casais dançam animadamente ao som do famoso pé-de-serra. O bairro é preparado para esta época do ano, há policiamento e fiscalização no trânsito constantemente. A avenida fica fechada, dando lugar aos visitantes, um corredor pequeno, perto do que o Alto do Moura pode oferecer em termos de história. Para quem vem de fora, pode obter mais informações sobre a cidade num estande especial.
Bandas de forró pé-de-serra se revezam durante o dia e a noite O máximo da visita é conhecer o ateliê do Mestre Luiz Galdino, comprar peças que variam de R$ 1 até R$ 6 mil reais. São várias peças, vários estilos. O visitante pode conhecer o ateliê, o forno onde as peças são finalizadas, além de poder apreciar a culinária do estado e tirar foto com os bonecos gigantes, todos feitos de barro. O espaço, segundo uma das funcionárias, abre para o público apenas na época de São João, quando o público é maior, devido à visita de turistas.
Espaço Mestre Luiz Galdino só funciona no período junino Quase de frente do Espaço Mestre Luiz Galdino, fica a casa onde viveu Mestre Vitalino, expoente maior dos populares bonecos de barro. Sua casa virou ponto turístico e parada obrigatória para quem visita a cidade. Tudo foi cuidadosamente restaurado e não pode ser mexido. Para entrar e ver a humilde casa é cobrada uma taxa de R$ 1. Em frente à casa, está uma imagem de Vitalino, disputado local para fotografias.
Visitantes podem conhecer o interior da casinha pagando R$ 1 Para quem vai pela primeira vez, deve-se ater aos gastos. Lá, tudo é pago: Estacionamento em tempos de festa, R$ 10; Banheiros, R$ 1; Fotos, em geral R$ 1. Fora isso, o lanche, um almoço, e qualquer coisa que se adquire. Fica a dica pra quem quiser curtir a cidade, mesmo sem ser na alta estação. Vale pelo que acrescenta em termos de beleza e carga cultural.
Fotos: George Luiz / G News Blog



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