Amanhã é o dia!!! Vamos ver o que os nossos irmãos paraenses vão decidir sobre o futuro do estado deles. Foram meses de discussão, propaganda, vai ser bom, vai ser ruim e no final, o que se decide. Alguns se colocaram a favor, outros se colocaram contra. Nesse fogo cruzado, porém, é preciso analisar bem como funciona essa divisão na prática. Os políticos do estado são totalmente favoráveis a questão, claro, no final, são sempre os que ganham mais. Tentam iludir os moradores, dizendo que as áreas de Carajás e Tapajós serão mais valorizadas após a separação do Pará, deixarão de ficar escondidas no mapa, mas, por trás de toda essa história de “A terra prometida” há algo para concluirmos. Dois novos estados vão gerar duas novas vagas de governador, mais uma “porrada” de cargos de prefeito, vereador, deputado estadual e federal, vereadores, etc, etc e etc. Logo, observando tudo isso, vemos que eles estão eufóricos com a possibilidade de ampliar o “mercado de trabalho”.
Por outro lado, tem os que defendem que o Pará não seja dividido, em sua maioria, pessoas com informação suficiente para ter certeza que essa decisão não vai afetar positivamente a vida da população mais pobre. São artistas, pensadores, historiadores políticos, entre tantos. Vídeos na internet, com apelo emocional, foram postados na internet e nos programas gratuitos veiculados no estado, pedindo que o eleitor não se confunda com as velhas promessas de futuro promissor. Por fim, é neste domingo (11) que as urnas vão dizer o futuro do Pará e do Brasil.
Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, a maioria dos entrevistados é contrária à separação. É esperar pra ver o que os 4,8 milhões de eleitores paraenses vão decidir. A votação começa às 8hs (9hs no horário de Brasília) e vai até as 17hs(em Brasília, 18hs), a previsão é de que o resultado saia até as 23hs. Caso a divisão seja vitoriosa, o projeto de lei segue para a câmara e, em seguida, para a sanção da presidente Dilma Rousseff. O curioso é que, em 1988, quando houve o desmembramento de Goiás, para a criação do Tocantins, a decisão foi tomada pela câmara, sem opinião dos habitantes.
Eu, no auge da arrogância, acredito que o Pará não deve ser dividido. Primeiro, porque duvido muito que algo de importante, concretamente, vai ser feito por aquela gente. Segundo, porque todos nós, brasileiros, sabemos como se comportam os políticos dessas regiões mais afastadas dos grandes centros: O coronelismo toma conta e da fortuna repassada pelo governo federal, à população só chegam as migalhas, sem ter, sequer, o direito de reclamar. Se o Brasil fosse um lugar, de fato, democrático, com políticos sérios, a divisão seria interessante, mas, com tudo o que temos visto, vindo lá de cima, é bom o povo paraense não sonhar alto demais, porque a queda vai ser, pra variar, violenta.
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