
Milhares de homens das Polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária e Bope participaram da ofensiva nas três favelas. Na Rocinha, um contingente de mais de três mil homens, 18 carros blindados, 7 helicópteros fecharam os principais acessos da comunidade, além das principais rodovias e fronteiras do estado. Quatro dos seis principais líderes da facção criminosa foram presos, entre eles, “Nem”, que foi encontrado dentro do porta-malas de um carro na quinta-feira (9). No início da manhã, as bandeiras do Brasil e do Rio foram hasteadas, confirmando a retomada.
No Vidigal, também não houve resistência, por parte dos criminosos, embora fossem feitas barreiras com lixo e óleo para impedir o acesso. Após sete horas do início da operação, as bandeiras foram elevadas. Depois da retomada, os policiais vão seguir monitorando a área até que a Unidade de polícia pacificadora entre em funcionamento. Com a ajuda de cães farejadores, os policiais encontraram ossadas humanas enterradas. Varreduras serão feitas constantemente e só devem parar durante a noite.
Além de drogas, armas, motos e produtos roubados apreendidos, outro fato que chamou atenção foi o contraste do luxo dos chefes do tráfico, ao lado da pobreza dos demais moradores da área, prova viva de que uma minoria, apenas, leva vantagem quando o assunto é o tráfico de drogas. Homens que se enchem de roupas caras, dinheiro e carros de luxo, em detrimento de vidas humanas, destruídas pelos entorpecentes. Que uma nova era recomece a partir deste 13 de novembro de 2011.
Foto: AE
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